Os preços do ouro abriram a sessão europeia praticamente inalterados, mantendo-se firmes acima do patamar dos 3.200 dólares. O sentimento dos mercados continua fortemente influenciado pelo otimismo em torno da trégua comercial entre os Estados Unidos e a China, bem como pelas esperanças renovadas de progressos no caminho para a paz entre a Rússia e a Ucrânia. A recente descida do rating de crédito dos EUA por parte da Moody’s foi largamente ignorada pelos investidores, tal como a desvalorização do dólar — fatores que, em circunstâncias normais, tenderiam a favorecer o ouro, um ativo que não gera rendimento. No entanto, com o apetite pelo risco ainda em níveis elevados, o metal precioso tem dificuldade em atrair forte interesse comprador. Por outro lado, o sentimento nos mercados parece, para já, indiferente às crescentes expectativas de cortes nas taxas de juro por parte da Reserva Federal, depois de os dados de inflação e vendas a retalho da semana passada terem ficado aquém do esperado. Embora cortes nas taxas costumem ser positivos para o ouro, o atual ambiente de maior tolerância ao risco tem limitado o seu potencial de valorização. Neste contexto, é provável que o preço do ouro continue a enfrentar ventos contrários no curto prazo. Ainda assim, o potencial de queda parece limitado, uma vez que a incerteza continua a ser a palavra-chave entre os investidores. A pausa nas tarifas entre os EUA e a China é vista como temporária, e o capítulo iniciado com o chamado "dia da libertação" ainda está longe de estar encerrado. Ao mesmo tempo, a turbulência geopolítica persiste, com os conflitos em Gaza e na Ucrânia a manterem-se como motivos de preocupação e a oferecerem suporte a ativos de refúgio como o ouro.
Ricardo Evangelista – ActivTrades
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