O Banco da Inglaterra (BoE) deve manter a taxa básica de juros em 3,75% nesta quinta-feira, com o presidente da instituição, Andrew Bailey, e os demais membros do Comitê de Política Monetária (MPC) optando por preservar a flexibilidade diante de um cenário inflacionário ainda incerto.
Embora o mercado projete que os juros britânicos comecem a cair ao longo de 2026, o banco central deve evitar qualquer sinalização clara nesta reunião sobre quando ou em que ritmo os cortes ocorrerão, aguardando maior clareza sobre a trajetória da inflação.
Atualmente, o Reino Unido possui os custos oficiais de empréstimo mais elevados entre as principais economias desenvolvidas, apesar de seis cortes nas taxas desde meados de 2024. Novas reduções poderiam aliviar a pressão sobre uma economia que segue estagnada e dar suporte à agenda econômica do primeiro-ministro Keir Starmer e da ministra das Finanças, Rachel Reeves.
No entanto, a inflação permanece como o principal obstáculo. Em dezembro, o índice de preços ao consumidor avançou 3,4%, o patamar mais alto entre os países do G7 e ainda distante da meta de 2% do BoE. Parte dos formuladores de política monetária temem que a recente desaceleração do crescimento salarial possa se mostrar temporária, apesar do aumento do desemprego.
Nesta reunião, o banco terá acesso aos resultados de uma pesquisa anual de remuneração, que vem sendo acompanhada de perto. A integrante do MPC, Megan Greene, afirmou no mês passado estar preocupada com dados preliminares que indicam reajustes salariais próximos de 3,5% em 2026, acima do nível de cerca de 3% considerado compatível com a meta de inflação.
Bailey também ressaltou recentemente que o BoE está “muito atento” aos riscos geopolíticos e tarifários, citando as declarações do presidente dos EUA, Donald Trump, incluindo ameaças relacionadas à tentativa de aquisição da Groenlândia.
Sinais iniciais de melhora na confiança de consumidores e empresas, apesar do pacote de aumento de impostos presente dentro do orçamento apresentado por Reeves em 26 de novembro, podem reforçar a abordagem cautelosa adotada pelo banco central.
As expectativas do mercado apontam para um placar de 7 votos a 2 pela manutenção dos juros. Em dezembro, o MPC havia aprovado um corte por uma margem apertada de 5 a 4, marcando a quarta redução de 0,25 ponto percentual em 2025. Desde então, a maioria dos membros sinalizou que o ritmo de afrouxamento monetário deve ser mais gradual.
Diante desse cenário, economistas esperam poucas alterações nas projeções econômicas do BoE, que em novembro indicavam inflação próxima de 2% em dois e três anos.
Assim, o principal foco dos traders estará em eventuais mudanças no tom da comunicação, tanto no comunicado oficial, divulgado às 9h (horário de Brasília), quanto na coletiva de imprensa de Andrew Bailey, com início previsto para 9h30.
Para Sanjay Raja, economista-chefe do Deutsche Bank no Reino Unido, “a taxa básica de juros deve ser reduzida duas vezes este ano, mas o momento desses cortes tornou-se cada vez mais incerto”. Segundo ele, a projeção atual aponta para cortes em março e junho, embora ambos possam ser adiados.
Embora o mercado projete que os juros britânicos comecem a cair ao longo de 2026, o banco central deve evitar qualquer sinalização clara nesta reunião sobre quando ou em que ritmo os cortes ocorrerão, aguardando maior clareza sobre a trajetória da inflação.
Atualmente, o Reino Unido possui os custos oficiais de empréstimo mais elevados entre as principais economias desenvolvidas, apesar de seis cortes nas taxas desde meados de 2024. Novas reduções poderiam aliviar a pressão sobre uma economia que segue estagnada e dar suporte à agenda econômica do primeiro-ministro Keir Starmer e da ministra das Finanças, Rachel Reeves.
No entanto, a inflação permanece como o principal obstáculo. Em dezembro, o índice de preços ao consumidor avançou 3,4%, o patamar mais alto entre os países do G7 e ainda distante da meta de 2% do BoE. Parte dos formuladores de política monetária temem que a recente desaceleração do crescimento salarial possa se mostrar temporária, apesar do aumento do desemprego.
Nesta reunião, o banco terá acesso aos resultados de uma pesquisa anual de remuneração, que vem sendo acompanhada de perto. A integrante do MPC, Megan Greene, afirmou no mês passado estar preocupada com dados preliminares que indicam reajustes salariais próximos de 3,5% em 2026, acima do nível de cerca de 3% considerado compatível com a meta de inflação.
Bailey também ressaltou recentemente que o BoE está “muito atento” aos riscos geopolíticos e tarifários, citando as declarações do presidente dos EUA, Donald Trump, incluindo ameaças relacionadas à tentativa de aquisição da Groenlândia.
Sinais iniciais de melhora na confiança de consumidores e empresas, apesar do pacote de aumento de impostos presente dentro do orçamento apresentado por Reeves em 26 de novembro, podem reforçar a abordagem cautelosa adotada pelo banco central.
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